A cor como linguagem espiritual
Como o creme dourado e o preto contam histórias antes mesmo das palavras.

A cor não é só decoração — é a primeira palavra de um projecto. Antes de ler o título, antes de perceber o produto, o olho já decidiu o que sente.
No trabalho que faço em Maputo, o creme dourado e o preto tornaram-se uma assinatura. O creme carrega a luz de uma tarde no Alto Maé; o preto traz o peso do capulana e da tinta de xilogravura.
Escolher uma paleta é escolher um tom de voz. É decidir se o cliente vai sussurrar ou gritar, se vai celebrar ou lamentar. Cada projecto começa com essa conversa silenciosa entre pigmento e pele.
Nos próximos artigos vou mostrar como aplico esta lógica em identidade visual, sinalética e pintura mural.


